Porque é que o IVA apanha tanta gente desprevenida

O IVA que cobra aos clientes não é seu — é do Estado, e mais tarde ou mais cedo tem de o entregar. O problema surge quando esse dinheiro é usado no dia a dia da empresa e, no fim do trimestre, a fatura da Autoridade Tributária chega maior do que a tesouraria consegue absorver.

A conta simples que pode fazer todos os meses

Na prática, o IVA a entregar é o que cobrou nas vendas menos o que pagou nas compras e despesas com direito a dedução. Acompanhar esse valor mês a mês — mesmo de forma aproximada — dá-lhe uma estimativa realista do que terá de pagar, muito antes da declaração periódica.

Separe o IVA da tesouraria do negócio

Uma prática saudável é tratar o IVA cobrado como dinheiro que está de passagem. Reservar esse valor à parte, à medida que fatura, evita a tentação de o gastar e transforma o pagamento trimestral num não-evento em vez de um susto.

Antecipar é meio caminho andado

Não precisa de esperar pelo apuramento oficial para saber por onde anda o IVA. Ter uma estimativa atualizada ao longo do mês permite planear a tesouraria com folga e chegar ao fim do trimestre sem sobressaltos.